A Associação Tito de Morais (ATM) saúda todas as mulheres e a sua luta pela igualdade, liberdade e fraternidade, valores ainda não atingidos em muitos pontos do globo.

Saúda nomeadamente, neste momento, as mulheres que trabalham no sector da saúde e combatem a pandemia, as que laboram nos serviços indispensáveis à vida das populações, as que estão em casa em teletrabalho e asseguram em simultâneo a educação e o cuidado dos seus filhos.

Saúda todas as mulheres que ao longo dos tempos se bateram pela liberdade e pela democracia, recordando que a celebração do 8 de Março como Dia Internacional da Mulher nasceu depois que o Partido Socialista da América organizou o Dia da Mulher, em 1909, em Nova Iorque — uma jornada de manifestação pela igualdade de direitos civis e em favor do voto feminino.

As manifestações de então evocavam a greve de 1857 das trabalhadoras do sector têxtil de Nova Iorque por melhores salários, contra a exploração e pelas oito horas de trabalho, brutalmente reprimida.

Foi Clara Zetkin quem propôs, numa conferência de mulheres da Internacional Socialista, em 1910, que o Dia da Mulher se celebrasse todos os anos, ideia só concretizada a nível mundial em 1975, quando as Nações Unidas instituíram o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.

A ATM lembra Carolina Beatriz Ângelo, médica, republicana e sufragista, a primeira mulher a votar em Portugal, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em 1911, e nela todas as mulheres democratas que antes e depois de Abril lutaram e lutam pela igualdade.

A Direção da Associação Tito de Morais

Lisboa, 8 de março 2021